O reino intermediário está afetando sua saúde?

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No ano passado, enquanto estava no aeroporto prestes a embarcar para uma viagem, comprei um livro de um autor cujo livro anterior eu havia gostado muito.

E logo nas primeiras páginas ele começa a contar sobre um adoecimento simplesmente bizarro. Ele ficou numa peregrinação infindável em clínicas do mundo todo para tentar tratar uma suposta dependência de calmantes.

Ele descrevia sintomas claros de reino intermediário, aquela coisa totalmente inexplicável e inespecífica: uma aparente reação autoimune a algo que havia consumido em festas quatro anos antes. Um frio congelante, não importando o quanto se agasalhava ou se cobria. Pressão sanguínea baixando drasticamente. Insônia quase absoluta. E muito mais.

Daí eu fiquei pensando: esse autor, que é uma das pessoas mais influentes do mundo ocidental, recebeu calmantes do médico de família. Tipo, oi? E aí foi um inferno sem fim, ele se internando em várias clínicas ao redor do mundo para tratar isso, a ponto de tentarem coma induzido – um tratamento experimental que, claro, não deu certo.

E ler isso me fez perceber o quanto não conhecer o reino intermediário faz falta. Minha bruxa interior resolveu dar as caras na leitura e deu seu pitaco: “quanto sofrimento desnecessário. O coitado foi muito mal orientado”.

E aí, se você está chegando de paraquedas por aqui, pode estar se perguntando: reino intermediário? O que é isso?

Se você nunca ouviu falar nisso antes, expliquei um pouquinho sobre reino intermediário nesse outro texto. Mas, basicamente, de acordo com Jung, o reino intermediário é a ponte entre o mundo concreto e o mental, o intelectual, o sutil.

Nós só não o compreendemos de primeira porque coletivamente não se fala sobre ele. Mas quando você pegar o conceito, vai perceber que intuitivamente sempre soube.

Por exemplo, uma vez uma seguidora me contou que havia saído de uma relação com dependência emocional. Nas primeiras semanas, ela tinha crises de pânico, jurava que ia morrer, que alguém ia matá-la etc.

Daí ela sonhou que estava no banho e estava com medo de levar um choque no chuveiro. Ela interpretou aquele “choque” do sonho como um choque de realidade, e aí sacou que aquilo vinha do ego, e não um perigo real. Depois disso os sintomas passaram.

O que isso mostra pra gente? Que problemas do reino intermediário se resolvem com atitudes no reino intermediário, com ferramentas do reino intermediário.

Como assim? Para entender melhor, vamos fazer uma comparação: o computador fala em bits, a física fala com equações matemáticas. E o reino intermediário fala através de SÍMBOLOS. Uma ferramenta? Os sonhos!

Esse é o jeito que os sonhos falam. Analogias. Às vezes, bem engraçadas. E esse sonho deu uma epifania nela. A epifania, aqui, também teve seu correlato no reino intermediário: é como costurar algo rasgado.

E depois disso, pronto, passou.

O que podemos extrair desse relato? Que o cérebro tende a ignorar a nossa cabeça falante, e presta toda a atenção ao reino intermediário. Por mais que a seguidora soubesse racionalmente que o término tinha sido um “livramento”, no coração simbólico, no reino intermediário, aquilo continuava doendo.

Ou seja, mais do que apenas dar atenção ao reino intermediário, nosso cérebro REAGE a ele.

E aí vem um detalhe muito interessante: o cérebro não se dá ao trabalho de distinguir dor física de dor emocional/psíquica, a circuitaria da dor é a mesma. Você levar um fora ativa a mesma circuitaria de dor do que se você der uma topada com o dedão.

Então é no mínimo curioso que um órgão tão minucioso quanto o cérebro não se importe em diferenciar o “real” do “psíquico”. Isso é uma pista de que nós também precisamos nos atentar para essa realidade sutil que tão poucas pessoas conhecem.

Pro teu cérebro, o reino intermediário é tão real quanto o teu sofá. Só é um tipo de realidade diferente.

Quer ver outro exemplo? Ano retrasado Sassá se machucou feio, e dias depois eu passei por uma experiência de reino intermediário: tive um quadro agudo de candidíase, Gabriel teve que correr na farmácia. E isso tudo foi desencadeado por puro estresse.

Nessa hora, talvez se pergunte o que candidíase tem a ver com o reino intermediário. E se você já começou a ligar os pontos, vai conseguir sacar: meu estresse emocional com aquela situação com a Sassá influenciou meu corpo físico.

Como o reino intermediário é o campo entre o físico e o psicológico, os efeitos nele mudaram meu sistema imunológico, alterou meu pH e o que mais for, e tive essa bendita candidíase. 

O estresse abalou meu campo energético (meu reino intermediário) e a candidíase deu as caras no corpo físico.

Basicamente, o reino intermediário é um enorme TUDO. Ele é imenso, infinito para todos os lados. Quando entramos nesse reino, ou mundo sutil, a primeira coisa que encontramos são as forças em ação.

Por vivermos tanto no concreto, pressupomos que existe uma desconexão entre o “fora” e o “dentro”, que é como a gente aprende mesmo. Mas essa premissa nos deixa empacados na vida.

Então, quando falamos em sintomas e problemas em geral, precisamos nos acostumar a pensar no reino intermediário, essa espécie de campo sutil que repercute TANTO na vida prática como nas questões interiores.

E você, como anda sua relação com seu reino intermediário?

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Uma resposta

  1. Ei Fran ! Tudo bem?
    Meu filho 3 anos vive com infecção na garganta, q vai p o ouvido tb… e tem dificuldade de falar.. esta indo em Fono, Psico e Neuro… qdo ele sai da escola essa infecção diminui muito… certeza q é reino intermediário né?! Eu acredito muito q o tanto de doença q as crianças pegam na escola é pela dificuldade em se adaptar, como vc falou da candidíase.. e todo o campo da pre escola esta na mesma vibração… 🤔 como poderíamos ajudar

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