Ao longo da vida, podemos ir percebendo em nós certos padrões que queremos mudar. Pode ser o estilo de vida, abandonar vícios e compulsões, cuidar melhor do corpo, conseguir impor limites, curar dependências afetivas, vencer inseguranças e por aí vai.
Só que nem sempre a mudança é fácil. E aí, o que fazer? Precisamos bater de frente com essa resistência?
Jamais! Ela só fica pior, e o desgaste energético é enorme. Então como acontece o processo da cura no nosso inconsciente? Tem um jeito certo de pedir isso?
Quando falamos de cura de um ponto de vista mais profundo, qual a Lei? Que tudo começa no sutil. No plano concreto, nós temos as CONSEQUÊNCIAS de processos que começaram lá no sutil.
Mas o que exatamente é o sutil?
O sutil é tudo aquilo que você NÃO percebe pelos sentidos, NEM pela lógica racional. Mas que, mesmo assim, você sente, e impacta sua vida.
Por exemplo, autoestima.
Dá para ver, cheirar, tocar, ouvir uma autoestima? Não, né? Dá para acessá-la racionalmente? Através de um livro, ou de uma fórmula matemática? Dá para comprar na padaria? Também não, né?
Ao mesmo tempo, você a sente (ou a falta dela). Você pode desejar intensamente algo que nem mesmo é “palpável”.
Portanto, podemos dizer que autoestima é um material que só pode ser obtido no plano sutil. Aqui operam as emoções, sentimentos, crenças, estruturas energéticas, medos, entidades espirituais… existe um mundo gigante aí.
Um problema no seu campo sutil PODE ou não ter consequências no concreto. Mas TODAS as consequências no concreto terão sua contraparte no sutil.
Até aqui ok?
Quando falamos de dores emocionais, traumas, feridas, medos, inseguranças, procrastinação, ansiedade, depressão etc… fica muito claro que o material-origem está no plano sutil. O que pode ter repercussões concretas, como uma bela gastrite quando você está ansioso para uma prova super importante.
Concreto, aqui, é a parte da realidade que você entende como a realidade grosseira, material. “Estou sem um tostão na minha conta”: isso é concreto, dá para ver no aplicativo do banco.
Puramente para facilitar a nossa vida, vou começar aqui com uma questão em que a relação de problemas/sintomas e causas sutis é bem marcante e fácil de ver.
Um bom exemplo é a obesidade. Como tratá-la? Dieta e exercícios bastam?
Vamos começar examinando o concreto: na realidade grosseira, temos o corpo, os adipócitos (as células de gordura), o número da calça e por aí vai.
Passando ligeiramente pro mais sutil, só uma camadinha acima: a autoimagem corporal, o corpo que “você enxerga”, impregnado de emoções. Por exemplo, rejeição, raiva, desprezo pelo corpo.
Essa sua autoimagem existe, digamos, na camada mais grosseira do plano sutil (sim, temos camadas). Os ocultistas chamam de plano astral. É onde ficam as formas-pensamento.
Se fosse algo totalmente resolvível no concreto, como limpar migalhas de pão, não teríamos um percentual de mais de 20% da população brasileira apresentando obesidade (dados do Ministério da Saúde).
Dieta e exercícios são o caminho. Ok. Mas COMO se manter no caminho?
Suas formas-pensamento definem suas atitudes e comportamentos. Para “onde vai” sua energia.
E, portanto, elas definem o sucesso ou fracasso do projeto “dieta e exercícios” (ou mudar um padrão indesejado, comportamentos, atitudes etc).
Mas afinal, o que são formas-pensamento? Formas-pensamento são conceitos, pontos de vista, pensamentos INTENSAMENTE carregados de emoções. Você também pode conhecê-las pelo nome de “complexos”.
Enquanto conversávamos sobre isso no Instagram, uma seguidora compartilhou que tinha passado meses na dieta e nos exercícios sem perder um grama. Mas depois, em outra fase, mesmo comendo “horrores” perdeu três quilos.
Ou seja, dieta e exercícios são só uma parte do processo (assim como qualquer outra atitude “concreta” quando lidamos com situações cuja causa vem do sutil).
Que as formas-pensamento de rejeição, não-merecimento etc etc etc vão levar a uma dificuldade de se manter numa dieta é algo óbvio ATÉ para os céticos de plantão. Mas nós vamos ainda mais além.
Nossas células e nosso sistema hormonal e endócrino é que regulam nosso metabolismo, certo? E eles respondem DIRETAMENTE ao sutil.
Eu também já vivi isso que a seguidora contou. Mesmo fazendo “tudo certo”, podemos não emagrecer um único grama. Por exemplo, se estivermos cheios de cortisol, esquece. Não vamos emagrecer.
Então como trabalhar com esses diacho de formas-pensamento? Já que sem mudar a causa no sutil não adianta rebolar e fazer pirueta no concreto?
Ah, a pergunta de um milhão! Agora que entendemos bem, vamos lá.
Só para ficar claro: qualquer que seja o seu problema no momento, existe uma bendita forma-pensamento por trás (seja de saúde, financeiro, autoestima, profissional, relacionamentos, carência afetiva, dependência emocional, procrastinação, limitações, enfim).
Voltando às formas-pensamento, veja, nossa mente tem uma incrível capacidade de criar.
Se você se concentrar e visualizar uma maçã, com textura, cheiro, aroma, sentir os dentinhos a mordendo, o geladinho, o docinho na sua língua… e conseguir ficar com água na boca, você criou uma forma-pensamento.
Ela é real. Só não pertence à sua realidade concreta, mas a uma outra realidade. E quando você parar de pensar nela, ela vai se dissolver.
As formas-pensamento são criadas pela mente (o que chamam de plano mental), mas são energizadas pelas emoções e sentimentos (o chamado plano astral).
Uma “forma-maçã” que você gastou dois minutos criando se dissolve rápido. Agora pense numa forma-pensamento que você alimenta diariamente? Mais ainda, desde a infância? O poder dela é considerável, certo?
E como “combatemos” uma forma-pensamento negativa? Exemplo, uma que tem uma ressonância de obesidade, autorrejeição, não merecimento, insuficiência etc?
Aqui entra a elegância das soluções simples e certeiras: criando uma outra forma-pensamento, que “combata” a primeira.
E aí, que forma-pensamento você vai criar agora para mudar aqueles padrões indesejados?
